Aos 33 anos, Wilma vive com pulmões emprestados. O transplante é a chance dela de recomeçar

Wilma tem 33 anos, convive com esclerose sistêmica, fibrose pulmonar, síndrome de Sjögren e fibromialgia, e desde 2022 depende de oxigênio para respirar. Ela chama o aparelho de seus pulmões emprestados.

Tudo começou em 2021. Depois de um estresse pós traumático, ela passou a sentir um cansaço e uma falta de ar que não davam trégua. Tarefas simples, como tomar banho, viraram um esforço grande demais. Na fase mais crítica da pandemia veio a primeira internação: saturação em 83, batimentos em 150. Fez exame atrás de exame e nada explicava a falta de ar. Não era Covid, não era gripe, não havia um motivo. Ela nunca fumou e não bebe.

Foi assim que começou a saga por um diagnóstico. Em julho daquele ano descobriu que estava grávida, e os sintomas se intensificaram. Os pés e as mãos viviam roxos, e veio a descoberta do fenômeno de Raynaud. Os exames de imagem mostraram mais de 50% de comprometimento pulmonar. Ainda assim, nenhum diagnóstico fechado.

A gravidez foi marcada por internações. O bebê nasceu prematuro, de 35 semanas, mas saudável. Logo depois do parto, Wilma passou por uma biópsia a céu aberto que confirmou a fibrose pulmonar. Foram mais de um ano e meio até ela finalmente receber o diagnóstico das doenças autoimunes.

O comprometimento das doenças se estendeu ao esôfago, ao coração, aos olhos e à parte neuromuscular. Ela já teve um AIT. Convive também com a fibromialgia, que afeta o sistema nervoso central e causa dores intensas e incapacitantes.

Hoje Wilma está em processo no Incor para entrar na lista de transplante pulmonar bilateral. O transplante não cura as doenças autoimunes, mas é a chance de recomeçar e de ter uma qualidade de vida maior.

"A minha batalha tem pouco tempo e já começou agressiva, mas eu não perco a fé de dias bons", ela diz. E deixa um recado para quem também recebeu um diagnóstico difícil: não deixe de acreditar que dias melhores virão, que cada segundo vivido não seja desperdiçado. Mesmo limitada, mesmo cansada, ela não desiste. Porque desistir não é uma opção.

Como sua doação vai ajudar

  • Custeio do oxigênio e dos insumos que Wilma usa todos os dias
  • Medicamentos de uso contínuo para as quatro doenças
  • Deslocamentos, consultas e exames do processo de avaliação para a lista de transplante no Incor
  • Despesas básicas da casa, já que a doença a impede de trabalhar
  • Suporte para o período do transplante e da recuperação

Chave PIX: wilma@ajud.ar

Transparência

A Ajud.ar Brasil é uma ONG que dá voz a pessoas e famílias com pedido de ajuda, com campanhas 100% verificadas. Toda a documentação desta campanha foi conferida pela nossa equipe antes da publicação. Você pode acompanhar a Wilma no @garotasclero e conhecer nosso trabalho em @ajudarbr e @ajudarbrasilong.

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