Sem nenhuma ajuda, mãe solo de autista severo de 30 anos vive com medo e dorme em rede após o filho quebrar todos os móveis
Autismo Severo (nível 3)
Condição comprovada com documentos médicos
Necessidade Imediata
Verificada
Aos 30 anos, Júlio vive em uma casa que precisou receber grades em alguns pontos, em Fortaleza (CE). Ele tem autismo severo (nível 3) e, durante as crises, perde totalmente o controle. As grades não são para mantê-lo preso, mas uma tentativa de proteção diante das situações de risco que já aconteceram.
Júlio não vive trancado. Durante as crises, ele circula entre a sala, o próprio quarto e o banheiro. Quem se tranca é a mãe, Efigênia, que se refugia na cozinha para se proteger, com medo de ser agredida. Foi essa a maneira que ela encontrou para preservar a própria vida enquanto tenta cuidar do filho sozinha.
Pelas imagens enviadas, é possível ver uma casa inteira rabiscada, com paredes marcadas, móveis danificados e em condições bastante precárias, marcas visíveis de uma rotina marcada pela falta de tratamento adequado e pela ausência de rede de apoio.
Pro que Julio e a mãe precisam da nossa ajuda?
Sem tratamento adequado há anos, essas crises fazem com que ele se machuque, quebre móveis e agrida quem estiver por perto. A mãe, Efigênia, vive com medo de apanhar do próprio filho. Cria Julio sozinha e sobrevive apenas com o benefício e uma pequena pensão. O ex-marido de 60 anos é quem a ajuda fazendo passeios com o Julio, como ele é grande e forte, ela evita sair sozinha.
Para evitar tragédias, precisou colocar grades no quarto dele, no dela e até na cozinha. Durante as crises, ela o tranca no quarto e fica do lado de fora, apavorada.
“Eu quase morri duas vezes. Quando ele conseguia me pegar, ele me batia pra valer”, relata.
Júlio já falou. Hoje, não fala mais. Anos sem acompanhamento contínuo tiraram dele a comunicação e reduziram suas possibilidades de desenvolvimento.
Ele dorme em uma cama de cimento porque quebra qualquer móvel. Usa apenas colchões velhos, comprados usados. A casa onde vivem, está com infiltrações, mofo e risco de queda do forro.
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A máquina de lavar quebrou, o fogão está enferrujado e com o pé quebrado, e Efigênia dorme no chão ou em uma rede.
Mas, em meio ao caos, existe algo que acalma Júlio: pintar. Ele desenha cinco, seis cartolinas por dia. Gosta de tinta, papelão, fita durex. Nas cores, encontra uma forma de se organizar internamente. Ali existe concentração, existe capacidade, existe potencial.
“Gasto uns 500 reais de material escolar para que ele se mantenha calmo pintando”.
Hoje, ele tem apenas uma sessão de terapia por semana. Conseguir acompanhamento especializado, como fonoaudióloga para autista nível 3 adulto, é extremamente difícil, e sem recursos, quase impossível.
Júlio não é agressivo por escolha. Ele é um homem que precisa de suporte adequado. Com tratamento contínuo, psicoterapia, fono, acompanhamento especializado, as crises podem diminuir.
Com uma casa segura e estruturada, o medo pode dar lugar à tranquilidade. Com móveis básicos e dignos, a vida dessa família pode ganhar estabilidade.
Para onde vai a sua doação:
Essa vaquinha é para que Júlio retome urgentemente suas terapias, para que a casa seja reformada, para que os móveis perdidos sejam repostos e para que ele continue tendo acesso aos materiais que o ajudam a se regular. O que falta não é capacidade. Faltam recursos.
Sua doação pode transformar medo em cuidado, caos em estrutura e devolver dignidade a Júlio e Efigênia.
Acompanhe mais sobre essa e outras histórias em @ajudarbr
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