"Ela era uma criança saudável". Após erro médico, mãe vê filha voltar pra casa sem falar, sem enxergar e com desnutrição severa
A pequena Isis Vitória, de 8 anos, nasceu prematura extrema, pesando apenas 700 gramas. Ainda nos primeiros meses de vida, veio o diagnóstico de paralisia cerebral.
Mas o maior abandono aconteceu logo depois.
Ao descobrir a deficiência da filha, com ela ainda internada no hospital, pai decidiu ir embora. A mãe da Isis Vitória, Iris, relembra, com dor, as palavras que ouviu na época:
“Como é que uma nasce normal e a outra nasce com deficiência?”, comparando-a com a irmã mais velha, hoje com 9 anos.
Sozinha, sem apoio e com duas filhas para criar, Iris tomou a decisão que mudaria sua vida:
“Eu vou me virar do jeito que eu posso.” Desde então, o pai se afastou completamente e a família não tem mais contato com ele.
A pequena Isis Vitória, cresceu enfrentando desafios diários. Mesmo com paralisia cerebral e autismo nível 2, ela falava, enxergava, sorria e interagia com a mãe.
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Por que Vitória precisa da nossa ajuda?
Até que, em 2024, tudo virou um pesadelo. O que era para ser apenas uma simples gripe terminou em uma tragédia causada por uma sucessão de erros médicos no Hospital Martagão Gesteira, na Bahia.
Durante a internação, Isla foi deixada sozinha em uma cama hospitalar alta e sofreu uma queda devastadora por negligência. O impacto causou fraturas graves na vértebra C5, no quadril e na bacia.
Segundo a família, o hospital ainda tentou omitir o ocorrido.
Depois disso, o estado de saúde da menina piorou drasticamente. Vitória parou de acordar, sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada e intubada às pressas.
As sequelas foram irreversíveis.
Após 7 meses na UTI, lutando pela vida e até mesmo, com os médicos esperando ela morrer para a doação dos órgãos, Vitória voltou para casa.
Mas voltou sem conseguir falar, sem conseguir se alimentar pela boca e totalmente cega. Ela também perdeu a audição de um dos ouvidos.
Atualmente, vive em cuidados paliativos, ligada 24 horas por dia ao BIPAP e ao oxigênio, usando traqueostomia e sonda nasoenteral para sobreviver.
Além da paralisia cerebral e do autismo, a menina também enfrenta hidrocefalia, microcefalia e desnutrição severa. Aos 8 anos, pesa pouco mais de 7 kg.
Enquanto isso, Iris trava uma batalha diária para manter a filha viva.
São 52 medicamentos todos os dias. Apenas 3 ela consegue pelo SUS. O restante precisa comprar, incluindo uma morfina manipulada que custa R$390 a cada 15 dias.
Sem cadeira de rodas adaptada e sem concentrador portátil de oxigênio, ela precisa carregar um cilindro pesado nas costas dentro de uma mochila para conseguir levar a filha às consultas.
Ela se define como “uma técnica sem ser técnica”, porque aprendeu sozinha a lidar com aparelhos, sondas, medicações e emergências para cuidar da própria filha.
Hoje, Iris vive apenas com o benefício do BPC, paga aluguel, sustenta a filha mais velha de 9 anos e tenta sobreviver enquanto o processo judicial contra o hospital segue lentamente em segredo de justiça.
Mas enquanto a justiça não chega… essa mãe precisa de ajuda para continuar lutando.
Para onde vai a sua doação:
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Qualquer ajuda faz diferença.
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