Cauã tem 23 anos, vive acamado e se alimenta por sonda. Joana cuida dele, da mãe de 88 anos e ainda tenta proteger os dois filhos mais novos

Durante 23 anos, Joana aprendeu a viver sem pausa.

Em Fortaleza, no Ceará, ela cuida todos os dias do filho Cauã, de 23 anos, que tem microcefalia, paralisia cerebral, vive acamado e se alimenta por sonda. Ao mesmo tempo, também cuida da mãe, dona Eridan, de 88 anos, que enfrenta câncer de útero, endometriose, Parkinson, Alzheimer e as consequências de cinco AVCs isquêmicos.

São duas pessoas que dependem dela para quase tudo.

Banho. Fralda. Alimentação. Medicamentos. Higiene. Mudança de posição na cama. Atenção durante o dia e também durante a noite.

Mas dentro dessa casa também vivem Alcides, de 12 anos, e Ariella, de 15.

Eles são filhos de Joana, irmãos de Cauã e netos de dona Eridan. E, mesmo ainda sendo tão jovens, cresceram entendendo que a rotina da família é diferente.

Enquanto outras crianças e adolescentes voltam da escola pensando em brincar, descansar ou encontrar os amigos, Alcides e Ariella muitas vezes voltam para uma casa onde a mãe está cuidando de duas pessoas acamadas.

E eles ajudam como conseguem.

A família inteira acabou aprendendo a se organizar em torno dos cuidados com Cauã e dona Eridan.

Cauã precisa de leite especial para se alimentar pela sonda, além de fraldas, medicamentos, itens de higiene e acompanhamento constante. Dona Eridan também precisa de cuidados durante praticamente todo o dia.

A rotina de Joana não para quando ela está cansada. Não para quando está triste. Não para quando precisa resolver alguma coisa fora de casa.

Cauã continua precisando dela. Dona Eridan também. E Alcides e Ariella continuam precisando de uma mãe.

Esse é um dos pesos mais difíceis que Joana carrega.

Ela tenta ser cuidadora, mãe, filha, responsável pela casa e ainda encontrar forças para dar atenção aos dois filhos mais novos.

São mais de duas décadas cuidando de Cauã sem um único dia de folga. Nesse tempo, a família cresceu, dona Eridan adoeceu e a rotina só aumentou.

Alcides e Ariella já chegaram a faltar à escola para ajudar dentro de casa. Joana queria que isso nunca fosse necessário.

Ela gostaria que os dois se preocupassem apenas com aquilo que deveria fazer parte da idade deles: estudar, brincar, ter amigos e construir sonhos para o futuro.

Mas eles veem a mãe cansada.

Veem quando ela chora.

E tentam protegê-la como conseguem.

Alcides já desabafou: "Não aguento mais ver minha mãe chorando pelos cantos da casa."

A família também já passou por uma das situações mais difíceis que alguém pode enfrentar.

Anos atrás, Joana, a mãe e os filhos foram despejados da casa onde moravam e passaram 25 dias sem ter um lar.

Hoje, a casa onde vivem pertence a Joana. Depois de tudo o que enfrentaram, ter um teto próprio deveria significar tranquilidade.

Mas a casa ainda precisa de melhorias importantes.

Cauã tem problemas pulmonares, e os médicos alertaram que o mofo e a umidade do imóvel podem prejudicar ainda mais sua saúde.

Para alguém que vive acamado e passa praticamente todo o tempo dentro de casa, o ambiente onde respira todos os dias é parte do cuidado.

Por isso, Joana precisa realizar melhorias para combater o mofo, reduzir a umidade e tornar o espaço mais seguro para o filho.

Ao mesmo tempo, ela continua tentando garantir o leite de Cauã, as fraldas, os medicamentos, os alimentos e tudo o que uma família de cinco pessoas precisa para viver.

Sem uma fonte de renda fixa suficiente para todas essas despesas, Joana depende da solidariedade de outras pessoas.

Pedir ajuda, porém, também deixou marcas.

Ela e os filhos já enfrentaram períodos de muita dificuldade e chegaram a ficar com pouca comida por vergonha de pedir e pelo medo dos julgamentos.

Alcides e Ariella também sentiram esse peso fora de casa.

Na escola, já ouviram comentários de outras crianças dizendo que Joana "vive pedindo ajuda nas redes sociais". Alcides chegou a dizer que não queria mais estudar por causa da vergonha.

Joana tenta ensinar aos filhos que não existe vergonha em pedir ajuda quando essa ajuda é necessária para cuidar de quem se ama.

Mas sabe que as palavras machucam.

E sabe também que Alcides e Ariella estão crescendo rápido demais dentro de uma realidade que exige muito deles.

A sobrecarga de tantos anos afetou profundamente a saúde emocional de Joana. Ela enfrentou depressão e passou por momentos extremamente difíceis.

Mesmo assim, continuou.

Continuou cuidando de Cauã.

Continuou cuidando da mãe.

Continuou tentando proteger Alcides e Ariella.

Continuou tentando manter a família de pé.

O que Joana precisa hoje não é apenas de dinheiro. Ela precisa de ajuda para dividir o peso de uma rotina que há anos depende quase inteiramente dela.

Uma das maiores necessidades da família é conseguir contratar uma pessoa que possa auxiliar nos cuidados com Cauã e dona Eridan.

Esse apoio permitiria que Joana tivesse algumas horas para descansar, resolver as necessidades da casa, cuidar da própria saúde e estar mais presente também para Alcides e Ariella.

Permitiria, principalmente, que os dois filhos mais novos voltassem a ocupar o lugar que deveria ser deles: o de filhos e estudantes, com tempo para viver a idade que têm.

Além disso, a família precisa realizar as melhorias recomendadas na casa por causa da saúde pulmonar de Cauã.

Joana já conseguiu dar um teto para os filhos.

Agora, precisa tornar esse teto mais seguro para Cauã e tornar a vida dentro dele um pouco mais leve para todos.

Ela não pede luxo.

Pede condições para cuidar do filho e da mãe com dignidade.

Pede ajuda para garantir o básico.

E pede a chance de permitir que Alcides e Ariella vivam a infância e a adolescência com menos peso sobre os ombros.

Doe pelo PIX: caua@ajud.ar

Como sua doação vai ajudar

Sua doação será destinada a:

  • Contratação de uma pessoa para auxiliar Joana nos cuidados diários com Cauã e dona Eridan
  • Melhorias na casa para combater o mofo e a umidade e tornar o ambiente mais adequado à saúde pulmonar de Cauã
  • Leite especial utilizado na alimentação de Cauã
  • Fraldas descartáveis
  • Medicamentos
  • Itens de higiene pessoal
  • Materiais de limpeza
  • Alimentos para toda a família
  • Outras despesas essenciais relacionadas aos cuidados de Cauã e dona Eridan e à manutenção da casa

Sobre esta campanha

Apuramos e verificamos todas as histórias antes de publicar, com documentação e laudos médicos. Os repasses são feitos diretamente para a família, e depois do encerramento da campanha mostramos publicamente o destino de cada doação.

Acompanhe esta e outras histórias em @ajudarbr e @ajudarbrasilong

 

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