Três doenças sem cura, pulmões em estado grave e um laudo médico que diz que ela não pode mais trabalhar. Ana tem 34 anos
Ana tem 34 anos e o corpo dela está atacando a si mesmo.
São três doenças autoimunes ao mesmo tempo, esclerose sistêmica, lúpus e polimiosite, todas sem cura. Somadas a elas, a anemia falciforme. E, como se não bastasse, a doença já chegou aos pulmões: ela tem doença intersticial pulmonar e uma perda grave da capacidade de respirar.
Nada disso apareceu de uma vez.
Começou em 2015 com a ponta de um dedo roxa e gelada. Ela achou que fosse frio. A irmã insistia para procurar um médico e ela respondia que era normal. Só em 2018 veio o diagnóstico, quando o corpo já tinha andado muito.
Antes de adoecer, Ana fazia de tudo. Foi ajudante de pedreiro, carregando peso no sol. Foi faxineira, cuidadora de idosos e babá. Fazia doce e salgado para vender e completar o mês. Em 2020, no meio da pandemia, ainda estava limpando casa dos outros.
Hoje as mãos dela têm feridas abertas que não fecham. Não dá para amassar massa, não dá para carregar balde, não dá para segurar pano. A mulher que sustentava a casa com as próprias mãos perdeu justamente as mãos.
E a dor não tem hora. Ela toma morfina e diz, com naturalidade assustadora, que já se acostumou. Quando gravou o relato para a gente, estava com a mão perto do fogo tentando aquecer os dedos, chorando de dor.
O laudo médico não deixa margem: paciente bastante sintomática, sem condições de exercer atividade laboral.
Ela já precisou comprar remédio de alto custo com doação de gente que nem conhecia, porque pela via judicial não conseguiu. Hoje faz uso contínuo de imunossupressores, está na quarta sessão de um tratamento por infusão, faz fisioterapia e entra em câmara hiperbárica para tentar cicatrizar as lesões das mãos.
Ana não está pedindo cura, porque cura não existe para o que ela tem. Ela está pedindo tratamento. É o que separa uma vida com dor de uma vida sem futuro nenhum.
Sua doação será destinada a:
- Medicamentos de uso contínuo e de alto custo, incluindo os imunossupressores e o controle da dor
- As sessões de infusão do tratamento em andamento
- Fisioterapia e câmara hiperbárica para cicatrização das lesões nas mãos
- Exames de acompanhamento, entre eles a tomografia de tórax solicitada pelo médico
- Deslocamentos e hospedagem para consultas e sessões fora da cidade onde mora
- Curativos, insumos e despesas básicas do dia a dia, já que ela não tem condição de trabalhar
Fechamento
Apuramos e verificamos todas as histórias antes de publicar, com documentação e laudos médicos. Depois do encerramento da campanha, mostramos publicamente o destino de cada doação.
Acompanhe essa e outras histórias em @ajudarbr e @ajudarbrasilong
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