Ana Alice tem 16 anos, canta e sonha em ser veterinária. Espera na fila do transplante de pulmão e precisa de oxigênio para sair de casa
Angélica percebeu que alguma coisa não ia bem quando a filha tinha oito para nove anos. O cansaço que não passava, o fôlego que acabava rápido demais para uma criança daquela idade. Em junho de 2020 veio o nome do que ela tinha: hipertensão arterial pulmonar idiopática, uma doença rara e progressiva em que a pressão dentro dos vasos do pulmão sobe sem que exista uma causa a ser corrigida. No mesmo mês, aos dez anos, Ana Alice passou por uma cirurgia no coração.
De lá para cá são seis anos de rotina que não dá trégua. Quatro medicamentos de uso contínuo, um deles de oito em oito horas e outro de doze em doze. Exames a cada três meses. Fisioterapia. Consultas de pneumologia e cardiologia no Hospital Infantil João Paulo II. Tem dia que ela acorda sem conseguir ir para a escola, e aí perde a aula, perde a prova, perde o intervalo com as amigas.
Em julho de 2026, o retorno trouxe a notícia que a família temia. A pressão dentro do pulmão dela chegou a 80, mais que o dobro do que já era grave. O coração direito começou a dar sinais de que não está dando conta. Num teste simples, caminhar por seis minutos, Ana Alice não conseguiu chegar ao fim. A médica assinou, no mesmo dia, o encaminhamento em caráter de urgência para o ambulatório de transplante pulmonar do Hospital das Clínicas.
Agora começa a espera. E é dentro dessa espera que entra o pedido desta família. Ana Alice precisa de um concentrador de oxigênio portátil. Não é conforto, é o que permite a ela atravessar uma rua, ir até a escola, ficar de pé para cantar. Os aparelhos que aguentam anos de uso custam entre R$ 14 mil e R$ 20 mil. Os mais baratos, na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, duram pouco. E há ainda o medicamento de alto custo que às vezes falta na rede pública, e quando falta a conta chega perto de R$ 7 mil e recai inteira sobre a mãe.
Ana Alice quer terminar os estudos, fazer faculdade, ser veterinária. Quer cantar, e canta, mesmo quando o fôlego não colabora. Quer um dia casar e ter uma família. A mãe diz que ela enfrenta tudo isso com sorriso no rosto, e é esse sorriso que Angélica não quer ver apagar enquanto o telefone do transplante não toca.
Como sua doação vai ajudar
- Concentrador de oxigênio portátil com autonomia e durabilidade para todo o período de espera pelo transplante
- Medicação de uso contínuo nos meses em que falta na rede pública
- Reabilitação pulmonar e fisioterapia, já prescritas pela equipe médica
- Exames de controle a cada três meses, como eco, teste de caminhada e exames de sangue
- Deslocamentos até o Hospital das Clínicas para o processo de avaliação e entrada na fila do transplante
- Despesas do dia a dia do tratamento, como transporte, alimentação nos dias de consulta e insumos
Fechamento institucional
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